sábado, 22 de setembro de 2018

22 DE SETEMBRO – DIA DA DEFESA DA FAUNA



Foto: http://biolchim.com.br/biolchim/produtos/22-09-dia-da-banana-dia-da-defesa-da-fauna-e-dia-da-juventude-no-brasil/

A fauna é o conjunto de espécies de animais que habitam a região geográfica, que são característicos de um período geológico, ou que podem ser encontrados no ecossistema determinado. Entre essas possíveis relações predomina a competição ou predação entre as espécies. Os animais são normalmente muito sensíveis a perturbações que alterem o seu habitat, por isso, uma alteração na fauna de um ecossistema indica uma alteração em um ou mais dos fatores presente.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) foi declarado autoridade administrativa através de Decreto, em 21 de setembro de 2000, onde é o responsável pela implementação da convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Este é um tratado que controla o comércio internacional de fauna e flora silvestres (apenas comércio internacional, não valendo para o mercado interno de cada país). O controle é feito por meio de fiscalização ao comércio de espécies ameaçadas de extinção, com base em um sistema de licenças e certificações. O referido tratado é conhecido como Convenção de Washington, do ano de 1973, e tem o Brasil como signatário desde 1975. O Decreto foi publicado no Diário Oficial em 22 de Setembro, data do início de sua vigência, daí o “Dia Nacional de Defesa da Fauna Brasileira”.

A saber, o tráfico internacional de animais silvestres é a terceira atividade ilegal mais lucrativa do mundo, ficando somente atrás do tráfico de drogas e do contrabando de armas.

No Brasil, o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998) é a principal ferramenta jurídica de proteção à fauna.

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“Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:

Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas:

I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.

§ 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.

§ 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras.

§ 4º A pena é aumentada de metade, se o crime é praticado:

     I - contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da infração;
     II - em período proibido à caça;
     III - durante a noite;
     IV - com abuso de licença;
     V - em unidade de conservação;
     VI - com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa.

§ 5º A pena é aumentada até o triplo, se o crime decorre do exercício de caça profissional.

§ 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca.

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O crime previsto do inciso III do parágrafo 1º do artigo 29 é considerado de “menor potencial ofensivo”, portanto os condenados têm suas penas transformadas em trabalho comunitário ou cestas básicas.


Fauna do Brasil –

O Brasil possui uma das maiores taxas de biodiversidades do mundo, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados.

Apesar disto, tem perdido muitas de suas espécies devido ao desmatamento, poluição, ocupação humana, caça, pesca predatória e biopirataria.

Alguns dos animais que correm o risco de extinção são: a onça-pintada (Panthera onca), a jaguatirica (Leopardus pardalis), o tatu-canastra (Priodontes maximus), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a águia-cinzenta (Buteogallus coronatus), o gato-maracajá (Leopardus wiedii), o cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus), dentre outros.

Há 20 anos atrás, o relatório do Ministério do Meio Ambiente apontava os seguintes dados: “Entre os vertebrados, o Brasil abriga cerca de 517 espécies de anfíbios (das quais 294 são endêmicas), 468 de répteis (172 endêmicos), 524 de mamíferos (com 131 endêmicas), 1.622 de aves (191 endêmicas), cerca de 3 mil peixes de água doce e uma grande diversidade de artrópodes, sendo cerca de 15 milhões de espécies de insetos”.

Dentre os biomas brasileiros, destacam-se em termos de biodiversidade a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado.

O termo biodiversidade deve ser considerado em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.

Importante ressaltar que na Amazônia a fauna de peixes e mamíferos é muito valiosa, contando com espécies como o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis), o pirarucu (Arapaima gigas) e o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis), bem como alguns répteis (jacarés e tartarugas), anfíbios e serpentes.

Boto cor-de-rosa
Fonte: https://www.todamateria.com.br/fauna-do-brasil/

O cerrado é um dos biomas do Brasil que ocupa cerca de 25% do território nacional com uma área de aproximadamente 2 milhões de km2. Abriga cerca de 13% das borboletas (Lepidoptera), 35% das abelhas (Anthophila) e 23% dos cupins dos trópicos (Isoptera), e já foram catalogadas cerca de 2.500 espécies de vertebrados (matéria revisada em setembro/2017).

O cerrado está envolvido pelos outros biomas e funciona como um elo de transição, tornando-se um local repleto de espécies vegetais e animais que surgem nos outros biomas do Brasil.

Abelhas

Fonte: http://www.efloraweb.com.br/dia-nacional-da-defesa-da-fauna/


Anfíbios –

Tem-se conhecimento de 5.500 espécies e a anfibiofauna da América do Sul é a mais rica do planeta, com aproximadamente 1.740 espécies, distribuídas por 140 gêneros e 16 famílias. No Brasil são conhecidas 517 espécies de anfíbios.

Rhinella proboscidea (Amazonas – Brasil)
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rhinella_proboscidea

Em 2016, a revista Exame publicou matéria sobre as 14 espécies brasileiras de anfíbios que foram identificadas em risco de extinção. Algumas delas: Rã do Rio Mutum (Dasypops schirchi), Euparkerella robusta, Hemiphractus johnsoni, Rãzinha-da-praia (Physalaemus atlanticus).

Euparkerella robusta

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/os-14-anfibios-ameacados-do-brasil-que-mais-farao-falta/


Aves –

O Brasil é o país da América do Sul que possui a maior variedade de espécies de aves. São muitas espécies, mas o tucano (Ramphastidae), as araras azuis (Anodorhynchus hyacinthinus), os papagaios (Amazona) e maitacas (Pionus), os canários (Serinus canaria) e beija-flores (Trochilidae) são conhecidos internacionalmente.

Araras azuis 
Fonte: http://www.efloraweb.com.br/dia-nacional-da-defesa-da-fauna/

Em 2015, o Brasil apresentava 165 espécies na lista de animais ameaçados de extinção, e é o país com maior número de aves globalmente ameaçadas. Estas representam 12% de todas as aves em risco no planeta. Entre elas temos as que estão criticamente ameaçadas, tais como: Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) e maçarico-esquimó (Numenius borealis). O tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus) e o pixoxó (Sporophila frontalis) são algumas das espécies que estão na lista dos vulneráveis.

Tucano-de-bico-preto

Fonte: https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/lista-de-aves-brasileiras-ameacadas-de-extincao/


Insetos –

É considerado o maior grupo de animais da Terra, existindo aproximadamente um milhão de espécies catalogadas. A Entomologia estuda estes animais.

Podem ser encontrados em quase todas as partes do planeta, mas somente uma pequena porção deles são encontrados nos oceanos.

Em 2008, a lista do IBAMA apontava alguns invertebrados considerados extintos da natureza, tais como a formiga Simopelta minima (Bahia)* e a libélula Acanthagrion taxaense (Rio de Janeiro).

Libélula
Fonte: http://criancasapeca2013.blogspot.com/2013/06/animais-brasileiros-ameacados-de.html

*Segundo o site www.researchgate.net, a formiga Simopelta minima foi dada como extinta em 2003 na Bahia, e foi reencontrada em 2008 em Viçosa (MG).


Mamíferos –

O Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em espécies de mamíferos, somando cerca de 250 espécies, das quais 55 são endêmicas.

Tem destaque a anta (Tapirus terrestres), a capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), os saguis-de-tufo-preto (Callithrix penicillata), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a onça-pintada (Panthera onca) e a preguiça-real (Choloepus didactylus).

Onça-pintada
Fonte: https://estudandoabiologia.wordpress.com/2012/11/06/onca-pintada/

Dois exemplos de mamíferos que se encontram criticamente em perigo (CR) são o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e preá de Santa Catarina (Cavia intermedia), espécie endêmica das Ilhas Moleques (SC).

Muriqui-do-norte

Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/os-11-mamiferos-brasileiros-mais-ameacados-de-extincao.htm


Peixes –

O país possui cerca de 2.587 espécies de peixes de água doce (três vezes mais do que em qualquer lugar no mundo) e 1.298 descritas para o ambiente marinho.  

Os peixes são orgulho nacional, dos quais se destacam o tucunaré (Cichla), o pintado (Pseudoplatystoma corruscans) e o dourado (Salminus brasiliensis), que são de água doce; bem como tubarões (Selachimorpha), atum (Thunnus), agulhas (Belonidae) e albacoras (Thunnus albacares).

Albacoras
Fonte: http://www.espaitonyina.cat/es/espacio-divulgativo/

Texto publicado pelo site http://www.brasil.gov.br (revisado em 2017) apontou que o Brasil possui cerca de 819 espécies raras e desconhecidas de peixes de água doce que podem estar ameaçadas de extinção.

Alguns exemplos considerados vulneráveis na natureza (VU): Neon Goby (Elacatinus fígaro), Grama (Gramma brasiliensis) e Donzelinha (Stegastes sanctipauli).

Neon Goby

Fonte: http://www.peixes.info/peixe-tetra-neon.html


Répteis –

Os répteis existem em grande número nos biomas citados, especialmente as cobras, como cascavel (Crotalus durissus), surucucu (Lachesis muta) e jararaca (Bothrops jararaca), bem distribuídos em todo território nacional.

Dos répteis, o cágado (Chelidae), o camaleão (Chamaeleonidae), o calango (Tropiduridae), a jiboia (Boa constrictor) e o jabuti (Chelonoidis carbonaria) são exemplos bem conhecidos.

Cascavel
Fonte: https://cdinews.com.br/2018/03/24/homem-sofre-picada-de-cobra-cascavel/

Como exemplos: a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e a jararaca-de-alcatrazes (Bothrops alcatraz) estão criticamente em perigo (CR), e a cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena nigricauda) e a lagartixa-da-praia (Liolaemus occipitalis) estão entre os vulneráveis (VU) na natureza.

Lagartixa-da-areia
Fonte: http://www.ufrgs.br/herpetologia/R%C3%A9pteis/Liolaemus%20occipitalis.htm



"A data é importante para reflexão quanto à importância da conservação da vida animal e de toda a flora brasileira".



Referências –

http://www.efloraweb.com.br/dia-nacional-da-defesa-da-fauna/
https://www.portalsaofrancisco.com.br/calendario-comemorativo/dia-nacional-da-defesa-da-fauna
https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/livros/ALeiCrimesAmbientais.pdf
https://www.todamateria.com.br/fauna-do-brasil/
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/fauna.htm
http://animais.culturamix.com/curiosidades/animais-em-extincao-insetos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_peixes_do_Brasil
http://www.brasil.gov.br/noticias/meio-ambiente/2010/07/brasil-possui-819-especies-raras-de-peixes-de-agua-doce-ameacadas-de-extincao-revela-estudo


domingo, 26 de agosto de 2018

22 DE SETEMBRO – DIA DA BANANA


Foto: https://www.smartkids.com.br/data/22-setembro-dia-da-banana

Um dia inusitado! Esta fruta merece um dia especialmente para ela, pois, além de ser saudável, tem preço acessível e é prática para levar para a maioria dos lugares.


A origem -

Sudeste asiático
Fonte: http://mapaenmano.com/wp-content/uploads/2018/03/indochina-head.jpg

Provavelmente, sua origem ocorreu no Sudeste Asiático, nas regiões da Malásia, Indonésia e Filipinas, onde muitas bananeiras selvagens ainda crescem.
          Foi levada para Índia por viajantes, onde é mencionada em escritas budistas datadas por volta de 600 a.C.
Alexandre o Grande da Macedônia, ao passar pela Índia, viu extensos bananais em produção e provou seus frutos pela primeira vez. É dado a ele o crédito de levar a banana para o ocidente aproximadamente em 300 a.C.
Na China haviam plantações de banana no século 2 d.C., onde cresciam apenas na região sul do país. Foram consideradas exóticas e não se tornaram populares entre os chineses até o século 20.
A partir do ano 650, guerreiros islâmicos viajaram para a África, onde trabalharam com o tráfico de escravos. Além dessa atividade, os árabes também comercializavam marfim junto a grandes plantações de bananas. O comércio de escravos estimulou viagens para o oeste e assim, a banana chegou à Guiné, na costa oeste da África.
Em 1402, navegadores portugueses descobriram a banana em suas viagens ao continente africano e propagaram esta fruta nas Ilhas Canárias, onde realizaram suas primeiras plantações.
O monge franciscano português Tomás de Berlanga, em 1516, levou mudas de bananeiras em um navio, para a ilha caribenha de Santo Domingo, onde hoje fica a República Dominicana e o Haiti. A partir daí, se expandiu para a América Central, Caribe e outros países de clima tropical.
Atualmente, os principais produtores de banana são os países da América do Sul, América Central e Ásia. Na Europa o principal produtor é a Espanha (Ilhas Canárias).
Com uma produção anual de sete milhões de toneladas, a safra brasileira da banana é a quarta do mundo, mas o país já está no topo do pódio do consumo global.

A fruta -

Essa fruta se destaca por ser uma fonte rica em vitaminas A, B1, B2, C e E, além de ter diversos minerais como o zinco, o cálcio, o fósforo, o ferro, o potássio (que previne cãibras) e de fibras (que ajuda a evitar problemas intestinais).
A banana, enquanto verde, é constituída essencialmente por água e amido, e, por isso, seu sabor é adstringente. Pode ser produzida farinha a partir de bananas verdes. À medida que vão amadurecendo, o amido transforma-se em açúcares mais simples, como a glicose e a sacarose, que lhe dão o sabor doce.
        Depois de cortada, a banana escurece-se muito rapidamente, devido à oxidação (pela presença da polifenoloxidase*) em contato com o ar.

*polifenoloxidase - É uma espécie de enzima, que ao entrar em contato com o oxigênio e o hidroxifenol, causa oxidações, liberando água e quinona. Causa o escurecimento da fruta. Para que ocorra o escurecimento enzimático, é necessário que haja a presença de oxigênio, do substrato e da enzima. Portanto, eliminando pelo menos um destes itens, impede-se que a oxidação ocorra.

Bananeira
Fonte: http://www.aguasdepontal.com/2017/10/as-bananas-e-sua-riqueza-nutricional.html
  
Outros usos da bananeira além do fruto: o coração e o interior do tronco são comestíveis, as folhas são usadas como recipiente, fornece fibra para tecidos de alta qualidade e papéis.
Da parte inferior do cacho da banana ainda imaturo (ou verde, como se usa dizer), sai um pendão e, em seu extremo, destaca-se um cone de coloração e consistência diferenciadas, que é a flor da bananeira. Popularmente, a flor da bananeira é chamada de umbigo [do cacho] da banana, coração da bananeira, mangará ou apenas umbigo da banana, que, cozido e preparado com outros ingredientes, é comestível de requintado sabor e alto valor nutricional.

Flor da bananeira
Fonte: https://pixabay.com/en/banana-flower-small-bananas-shrub-174661/

ü  Casca da banana

Apesar de parecer não utilizável, a casca da banana contém vários nutrientes, açúcares naturais como a glicose e sacarose e minerais. Com isso, pode ser aproveitada no consumo alimentício, proporcionando baixo custo sem deixar para trás o bom paladar. São diversos os exemplos pelos quais se pode aproveitá-la, como o brigadeiro de casca de banana, o bolo de casca de banana, a farinha, o bife empanado de casca de banana e vários outros.

ü  Variedades

Existem aproximadamente mil tipos de bananas espalhadas pelo mundo, cultivadas e selvagens. Todas são identificadas pelo nome científico Musa.
Possuem os mais diversos tamanhos, da pequena Musa sapientum, a banana-ouro brasileira, que não ultrapassa 10 centímetros e 50 gramas, até a exagerada Musa ingens, que cresce nas florestas da Nova Guiné e atinge quase 1 quilo em seus 50 centímetros de comprimento.

Variedade de banana
Fonte: https://misturageral.com.br/qual-a-melhor-banana/

As características das cinco variedades mais conhecidas no Brasil:

§  Banana-nanica ou d’Água: tipo mais popular no Brasil tem 87 calorias a cada 100 gramas. O nome vem do pequeno tamanho da bananeira, ideal para dar estabilidade contra ventos fortes. É muito digestiva e levemente laxante.

§  Banana-da-terra ou Pacová: é a maior espécie do país; os frutos podem chegar a 26 centímetros de comprimento e pesar até meio quilo, contendo 122 calorias a cada 100 gramas. É o tipo com mais quantidade de vitaminas A e C. A melhor pedida é usá-la em pratos cozidos, assados ou fritos.

§   Banana-prata: é uma das mais duráveis, podendo ser consumida até quatro dias depois de amadurecer. Não é das mais calóricas, são 89 calorias a cada 100 gramas, tem polpa consistente e pouco doce. É a mais indicada para fritar e para fazer bananada.

§ Banana-maçã: tem 100 calorias a cada 100 gramas. Exala um perfume que lembra o da maçã. Sua polpa branca e macia é recomendada para bebês e idosos, pois é a variedade de digestão mais fácil. Uma de suas características é prender o intestino.

§   Banana-ouro ou Inajá: com tamanho inferior a 10 centímetros, é o menor dos tipos nacionais, mas também o com maior número de calorias, 158 em cada 100 gramas. Encontrada desde o litoral de Santa Catarina até o Espírito Santo, possui uma polpa doce e perfumada.

O valor nutritivo varia ligeiramente para cada espécie, mas todas as bananas têm características semelhantes.

Tabela nutricional
Fonte: http://nutricaoexpressa.com.br/novidades/tipos-de-banana-qual-a-diferenca


 Receitas variadas –

Utilizada tanto em pratos salgados quanto em doces, é uma fruta prática e saborosa.
A lista de sobremesas conta com pizza de banana, espetinho de banana assada com calda de chocolate, banana flambada e outras mais.

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SOBREMESA DE BANANA


Fonte: https://www.receitadodia.com/sobremesa-de-banana/

Doce de Banana

Ingredientes para calda:
6 bananas médias
1 xícara de açúcar refinado ou cristalizado
½ xícara de água

Ingredientes para o creme:
1 litro de leite integral
1 lata de leite condensado 395g
3 gemas
2 colheres (sopa) de maisena dissolvidas em um pouco de leite

Modo de fazer a calda:

Descasca as bananas, corta em rodelas não muito finas.
Caramelize o açúcar em uma panela e coloca a água para fazer a calda.
Coloca as bananas e deixe ferver por pouco tempo.
Deixe em um prato e reserve.
Modo de Fazer creme:

Coloque todos os ingredientes numa panela (com exceção da maisena), mexer sempre até ferver.
Acrescentar a maisena (diluída em um pouco de leite) e continuar mexendo para não criar bolas. Ao ponto de bem cremoso e consistente, desligar.
Despejar sobre as bananas que estão no prato.

Suspiro:

Bater as 3 claras em neve, em seguida 6 colheres (sopa) de açúcar e fazer merengue para suspiro.
Despejar sobre o creme e fazer picos colocando uma colher aleatoriamente e puxando para cima.
Colocar em forno médio somente para dourar os picos do suspiro. (o forno médio é em torno de 140c)

Depois de gelado sirva a sobremesa de banana. 

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PAÇOCA DE BANANA VERDE

Fonte: https://papjerimum.blogspot.com/2011/04/blog-post_13.html

Ingredientes:

1 dúzia de banana anã (banana d'água)
1 coco ralado
1 pouco de sal


Modo de Preparo:

Cozinhe as bananas com casca e um pouco de sal. Deixe esfriar retire a casca corte em pequenos pedaços. Acrescente o coco ralado. Misture tudo dentro do pilão e soque o suficiente até formar uma massa consistente. Arrume a paçoca em um prato e deixe descansar um pouco.
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Outros produtos –

Banana é também matéria-prima para a fabricação de outras bebidas, como a cerveja de banana. Esta bebida alcoólica é importante para a renda de países como a República Democrática do Congo.

Cerveja de banana
Fonte: https://planetavegetal.wordpress.com/2013/04/24/a-banana/


Aguardente brasileira
Fonte: https://www.hypeness.com.br/2017/09/canana-junta-a-cachaca-e-a-banana-em-uma-bebida-totalmente-natural-e-brasileira/


Mirinda Banana - refrigerante popular em Honduras.
Fonte: http://geo5.net/origem-da-banana/


E existem produtos de beleza à base de banana, tais como creme para escova progressiva, hidratantes para cabelos e para o corpo, entre outros.

Produtos de beleza – Escova Progressiva Banana


Fonte: https://www.progressivanaweb.com.br/escova-progressiva-banana-2x1000ml-preco-bacana-qualidade-10.html


Curiosidades –

·      A bananeira não é uma árvore, mas a maior planta herbácea do mundo.

·         Na China, o termo banana é usado para designar qualquer pessoa de origem asiática que age como um ocidental (amarelos por fora, brancos por dentro).

·         Uganda, Burundi e Ruanda apresentam o maior consumo per capita, estimado em 45 kilos por ano.

·         O crédito pelo nome é dos árabes traficantes de escravos. As bananas que cresciam na África e Sudeste da Ásia eram pequenas se comparadas às de hoje. Conta-se que eram do tamanho de um dedo e por isso teriam usado o nome banan, palavra árabe para dedo.

·  As bananas compradas no supermercado, que consumimos normalmente, não possuem sementes. Portanto, aqueles pontinhos pretos são apenas óvulos não-fecundados da flor da bananeira. A saber, banana é um fruto partenocárpico, tal como o abacaxi, os frutos se formam sem fecundação. É por isso que não possui sementes.

Óvulos não fecundados (não são sementes)
Fonte: https://diariodebiologia.com/2018/06/banana-tem-semente-como-sao/

As bananas com sementes só ocorrem nas espécies selvagens, que no Brasil podem aparecer em regiões litorâneas de Mata Atlântica.

Espécie selvagem. Foto: Reprodução/leptosolena
Fonte: https://diariodebiologia.com/2018/06/banana-tem-semente-como-sao/



Referências –

http://geo5.net/origem-da-banana/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Banana
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quantos-tipos-de-banana-existem-e-quais-sao-as-mais-nutritivas/
http://www.aguasdepontal.com/2017/10/as-bananas-e-sua-riqueza-nutricional.html
https://diariodebiologia.com/2018/06/banana-tem-semente-como-sao/
https://www.dicionarioinformal.com.br/polifenoloxidase/
https://www.quimicalimentar.com.br/escurecimento-enzimatico-em-alimentos/
www.correiobraziliense.com.br/